Houve uma época em que viajar de avião era um luxo para poucos, hoje, se tornou questão de necessidade. Além de facilitar a vida profissional, e as viagens a lazer, carrega um custo-benefício altíssimo. O avião conseguiu diminuir distâncias, te levar ao outro lado do país em poucas horas e é considerado o meio de transporte mais seguro.
De acordo com a psicóloga Beatriz Modesto, formada pela UFU, Especialista em Análise Comportamental Clínica, algumas pessoas se queixam de sentir incômodos e frios na barriga ao voar de avião, outras ficam estressadas e sentem enjoos antes e durante o voo. Mas é preciso saber diferenciar o medo da fobia.
“O medo é saudável, sinaliza para que o indivíduo tenha cuidado com as situações e coisas ao seu redor, quando esse medo evolui para uma condição que te impossibilita fazer certas coisas e se torna prejudicial para o seu dia-a-dia, por exemplo, não conseguir entrar em um avião, é considerado fobia.”
Ainda de acordo com a psicóloga, muitas vezes as fobias são decorrentes de situações experimentadas pelo indivíduo e lhes causou grande trauma ou medo expressivo. Lembranças, lugares, sensações ou circunstâncias que tenham associação com esse trauma recordam a memória do evento e mecanismos de defesa são disparados como se tudo fosse acontecer novamente. As emoções daquele momento sobrepõe a razão e áreas límbicas* se tornam mais atuantes que as áreas de racionalização do cérebro.
Como tratar o medo de avião
Para casos de medo ou fobia, a psicoterapia confere significativos resultados de superação. Ela busca trabalhar as associações feitas entre os eventos traumáticos e os sistemas de crenças que geram os comportamentos fóbicos. O modo de trabalhar e minuciar esses medos é estabelecer novas respostas ao estímulo que os causam (Aprendizado de extinção) e, aos poucos, recuperar a confiança quebrada com a situação.
Beatriz dá dicas pra quem, apesar disso, precisa voar, e que acompanhadas do tratamento psicológico sempre oferecem ótimos resultados:
Auto-indução de relaxamento
Essa técnica ajuda a enfrentar o medo antes e durante a viagem. Foque na respiração tranquila apoiada por pensamentos de superação como “Eu me sinto tranquilo e seguro”, “Tudo está bem agora e assim continuará”, “Sou capaz e supero a mim mesmo”.
A explicação é simples: quando hiperventilamos (respiração ofegante, ansiosa) provocamos alterações do oxigênio na corrente sanguínea, favorecendo progressiva confusão mental e, como decorrência, exacerbação do medo. Por outro lado, quando mantemos a respiração tranquila nos sentimos mais seguros, confiantes e com o controle preservado.
Resgate a coragem
Outra boa dica é resgatar vitórias que você teve em outros períodos da vida (conquistas de objetivos no campo familiar, profissional, escolar, esportivo, etc.). Tais lembranças podem mobilizar novas associações para o fortalecimento da auto-imagem corajosa e vencedora.
Exposição suave e contínua
Tudo ao seu tempo. Enfrente isso devagar, por exemplo, primeiro enfrente o aeroporto, depois vôos curtos sem tranquilizantes e ir gradativamente se expondo a vôos mais longos. Chamamos esse processo de Dessensibilização. Ele favorece a diminuição gradativa da hipersensibilidade existente a uma condição fóbica por meio da exposição suave e contínua, que permite ao paciente fortalecer a percepção do controle e vitória sobre si mesmo.
*O Sistema Límbico compreende todas as estruturas cerebrais que estejam relacionadas, principalmente, com comportamentos emocionais e sexuais, aprendizagem, memória, motivação, mas também com algumas respostas homeostáticas. fonte: Wikipedia
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